quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Panorama mundial e nacional – ecossistemas


Ecossistemas são sistemas ecológicos formados por seres vivos (bióticos) e elementos não vivos (abióticos) que interagem entre si e com o meio, como, por exemplo, um lago e uma floresta. São considerados bióticos os organismos vivos que habitam determinado ecossistema e constituem a biota: seres humanos, plantas, animais, microrganismos animais e vegetais. Os elementos abióticos que compõem um ecossistema são: minerais (rochas, petróleo), clima, luz solar e temperatura. São elementos que influenciam o comportamento dos seres bióticos. Os ecossistemas podem ser classificados:

1) Quanto às características físicas do meio em: terrestres – a exemplo do pantanal e dos campos; e aquáticos – como os manguezais; os rios, os mares e os oceanos.

2) Quanto à intervenção humana em: naturais – rios, oceanos, mares, florestas; e artificiais – reservatórios, plantações.

A soma de todos os ecossistemas constitui a biosfera, que corresponde à porção do planeta Terra onde existe vida.

A manutenção dos ecossistemas acontece devido à luz do sol, que é a principal fonte de energia. Além dela, outras fontes primárias de energia são encontradas na natureza e podem gerar energia direta – como o petróleo, o carvão mineral, o gás natural, a energia eólica (do vento), a hídrica (da água), a biomassa (origem vegetal e animais), a energia oceânica (das ondas e marés) e a geotérmica (do calor originado pela Terra). Esses recursos naturais são imprescindíveis para a vida na Terra e para o desenvolvimento econômico da sociedade. Essas fontes de energia podem ser:

1) renováveis – que se renovam naturalmente, como, por exemplo, a energia eólica; e

2) não renováveis – que não têm a capacidade de renovação, como, por exemplo, o petróleo, cuja formação leva milhões de anos.

As fontes secundárias de energia são transformadas a partir das fontes primárias, gerando eletricidade, gasolina, vapor e outros produtos.

A energia solar pode ser capturada, a exemplo do que acontece com os aquecedores e fornos solares. Ela pode ainda ser transformada em energia elétrica e armazenada para servir à iluminação e à movimentação mecânica de máquinas. Como se pode observar, é grande o poder da energia solar, que é uma fonte de energia renovável.

Com a finalidade de garantir o funcionamento dos ecossistemas de forma equilibrada, acontecem dois fluxos na natureza: o fluxo de energia e os ciclos biogeoquímicos.

O fluxo de energia inicia-se pela fotossíntese e chega ao ser humano pela cadeia alimentar. Tomemos como exemplo o Sol, que é a fonte de energia que mantém o ecossistema. A energia solar é capturada pelos organismos vivos, que a transformam em energia química, elétrica e mecânica.

A energia solar é transformada em energia química pela fotossíntese, que é o processo de absorção da luz, por meio do qual os vegetais produzem alimento. As plantas são consideradas seres vivos autotróficos, porque produzem seu próprio alimento. Pela fotossíntese, os vegetais convertem dióxido de carbono, água e minerais em compostos orgânicos e liberam o oxigênio necessário para a manutenção de plantas, animais e seres humanos.

As espécies que vivem num mesmo ambiente se alimentam e servem de alimento umas às outras, formando a cadeia alimentar, pela qual a energia é transferida. Os níveis tróficos, ou "elos", dessa cadeia são chamados de produtores, consumidores (primários, secundários e assim por diante) e decompositores. Os produtores (um ou mais vegetais) servem de alimento aos consumidores. Os decompositores se alimentam de restos mortais de consumidores e produtores, transformando esses restos em elementos inorgânicos, que são repostos no solo, para serem absorvidos pelos produtores, iniciando um novo ciclo. Podemos citar o seguinte exemplo de cadeia alimentar:

Folha de uma planta → lagarta → ave → raposa → decompositores.

Nesse exemplo, a folha de uma planta é o produtor (1º nível trófico da cadeia alimentar); a lagarta representa o consumidor primário (2º nível trófico da cadeia alimentar); a ave e a raposa são, respectivamente, os consumidores secundário e terciário (3º e 4º níveis tróficos da cadeia alimentar); e os decompositores formam o último elo da cadeia trófica, encerrando um ciclo.

Além do fluxo de energia, o funcionamento dos ecossistemas acontece também devido aos ciclos biogeoquímicos,que são movimentos cíclicos de elementos que constituem os seres vivos (componente "bio") e o ambiente geofísico (componente "geo"). São considerados ciclos de elementos químicos movimentados do meio físico para os seres vivos e vice-versa, de forma que permitem a contínua renovação da vida no planeta, por meio do reaproveitamento dos nutrientes e de sua posterior devolução à água, ao solo e ao ar. Um exemplo desse ciclo é o que ocorre quando uma planta morre e as bactérias que vivem no solo fazem o processo de decomposição: os sais minerais, a água e outros elementos são recuperados pelo solo, iniciando novo ciclo de reaproveitamento por outras plantas.

Outro exemplo é o ciclo da água: a água de oceanos, rios e lagos evapora com o calor do sol, dando origem às nuvens que devolvem a água à superfície em forma de chuvas.

Por que os ecossistemas são importantes? Eles oferecem serviços ambientais para suprir as necessidades de sobrevivência dos seres vivos.

A Organização das Nações Unidades (ONU) divulgou em 2005 a Avaliação Ecossistêmica do Milênio (AEM), um estudo que analisou o estado de uso da natureza pelos seres humanos. Esse estudo subdividiu os serviços ambientais em quatro categorias: três que afetam diretamente os seres humanos e uma que serve de suporte para as demais categorias:

1) serviços de suporte – incluem a ciclagem de nutrientes (passagem de nutrientes do meio biótico para o abiótico e vice-versa), a produção de oxigênio, o sequestro de carbono (conceito definido pelo Protocolo de Kyoto, que significa captura e armazenagem de gás carbônico eficaz para a minimização do efeito estufa) e a formação dos solos;

2) serviços de provisão – oferecem alimentos, água doce, madeira, fibras e combustível;

3) serviços reguladores – regulam o clima, as enchentes, a qualidade da água e controlam as doenças, proporcionando um ambiente saudável;

4) serviços culturais – relacionam-se a valores estéticos, espirituais, religiosos, educacionais e de lazer (inclusive o ecoturismo ou turismo ecológico), contribuindo para a manutenção da saúde mental.

O conjunto desses serviços ambientais forma o capital natural do planeta.

Quando se trata de ecossistemas, é preciso fazer uma conexão com a biodiversidade, que é a variedade de patrimônio genético vivo no planeta Terra e que deve ser preservada, pois é a base de todos os serviços ambientais, essenciais à vida. A importância da preservação da biodiversidade é a base para o desenvolvimento sustentável da sociedade, considerando aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Apesar da importância dos ecossistemas e da biodiversidade para a sobrevivência, a sociedade moderna está negligenciando o capital natural do planeta. A partir da Revolução Industrial iniciada em meados do século XVIII, o modo de produção socioeconômico demonstra ser insustentável do ponto de vista ambiental, ameaçando o futuro da vida (inclusive a humana) na Terra.

A AEM alertou a sociedade para a necessidade de conservação, manejo e uso sustentável dos ecossistemas e seus serviços. Apontou também questões como a seca, a falta de acesso à água, a perda da biodiversidade, a poluição e as mudanças climáticas que geram ameaças aos ecossistemas. Também sugeriu que esforços coordenados dos setores governamentais, empresariais e da sociedade civil precisam ser mobilizados para melhor proteger o capital natural. Segundo esse estudo da ONU, a produção de energia, alimentos e água melhorou as condições de saúde e de vida da população mundial, mas, por outro lado, foi responsável pela degradação ambiental. As mudanças nos ecossistemas estão ocasionando altos custos socioeconômicos para os países, em decorrência de enchentes, incêndios, tempestades, secas e terremotos, tornando insustentável a reprodução dos hábitos atuais de consumo.

Diante desse panorama mundial relacionado aos ecossistemas, a reflexão é sobre o que estamos fazendo para modificar os paradigmas e os padrões culturais que formatam o modelo atual de desenvolvimento pautado pela produção industrial e pela cultura do consumo exacerbado, sem a reflexão a respeito de suas consequências e da sustentabilidade desse modo de vida a longo prazo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sustentabilidade


Nunca antes se debateu tanto sobre o meio ambiente e sustentabilidade. As graves alterações climáticas, as crises no fornecimento de água devido a falta de chuva e da destruição dos mananciais e a constatação clara e cristalina de que, se não fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a conhecemos deixará de existir.

Cientistas, pesquisadores amadores e membros de organizações não governamentais se unem, ao redor do planeta, para discutir e levantar sugestões que possam trazer a solução definitiva ou, pelo menos, encontrar um ponto de equilíbrio que desacelere a destruição que experimentamos nos dias atuais. A conclusão, praticamente unânime, é de que políticas que visem a conservação do meio ambiente e a sustentabilidade de projetos econômicos de qualquer natureza deve sempre ser a idéia principal e a meta a ser alcançada para qualquer governante.

Em paralelo as ações governamentais, todos os cidadãos devem ser constantemente instruídos e chamados à razão para os perigos ocultos nas intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta; e para a adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. Destinar corretamente os resíduos domésticos; a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família.

Assim, reduzindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis; os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e atividades econômicas de qualquer natureza estará assegurada.

Estimular o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, o aproveitamento de partes normalmente descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos; assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que informem e orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do engajamento nesses projetos e nessas soluções simples para fomentar a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente.

Uma medida bem interessante é ensinar cada família a calcular sua influência negativa sobre o meio ambiente (suas emissões) e orientá-las a proceder de forma a neutralizá-las; garantindo a sustentabilidade da família e contribuindo enormemente para a conservação do meio ambiente em que vivem. Mas, como se faz par calcular essas emissões? Na verdade é uma conta bem simples; basta calcular a energia elétrica consumida pela família; o número de carros e outros veículos que ela utilize e a forma como o faz e os resíduos que ela produza. A partir daí; cada família poderá dar a sua contribuição para promover práticas e procedimentos que garantam a devolução à natureza de tudo o que usaram e, com essa ação, gerar novas oportunidades de redá e de bem estar social para sua própria comunidade.

O mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará; gerará um impacto no meio ambiente que o cerca. E que só com práticas e ações que visem a sustentabilidade dessas práticas; estará garantindo uma vida melhor e mais satisfatória, para ela mesma, e para as gerações futuras.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Liga das florestas


O Greenpeace começou uma campanha pela lei de Desmatamento Zero. Trata-se de uma iniciativia popular, nos moldes do Ficha Limpa. Se atingirmos a marca de 1,4 milhão de assinaturas, o Congresso Brasileiro será obrigado a colocar o projeto de lei em votação. 

Se você apoia esta ideia, participe. Assine a petição, compartilhe com seus amigos e faça valer seu direito de escolher os rumos do país.


 Assinem. Alem de uma ótima causa vocês ganham uma pagina na liga das florestas onde irão acumular pontos por cada assinatura e pela divulgação. 
Os 10 primeiros ganham um kit do Greenpeace, com: 1 camiseta, 1 ecobag, 1 boné e 1 fita de pulso. Do 11º ao 50º uma camiseta. Participem!

Saibam mais sobre essa petição no video abaixo:

Poluição ambiental


Salvem o meio ambiente

Todo dia é dia de pensar no meio ambiente, mas em função de nós, seres humanos ainda agirmos de forma inadequada, é necessário que haja uma semana específica só para tratar do assunto e mais uma vez chamar a atenção para as questões ambientais. 


Pense nisso...

Se cada brasileiro plantar uma árvore, serão 190 milhões de árvores a mais por ano no país. Se o mundo todo plantar, serão 6,5 bilhões. Uma árvore em crescimento absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que emite, reduzindo os gases responsáveis pelo aquecimento global.

Veja o que o nosso site já tem preparado para ajudar você a cuidar do meio ambiente:

No nosso especial sobre Energia Sustentável tem muitas informações sobre como viver em nosso planeta de forma sustentável. Também no especial sobre Sustentabilidade, o tema é abordado de forma a ampliar as informações sobre o tema.

A Água é um recurso natural que deve ser preservado, e a desigualdade em reação à disponibilidade é visível em muitos pontos do planeta, assim, o especial sobre água mostra a importância e como utilizá-la de forma adequada.

A preocupação com as questões ambientais aumentou muito depois dos cientistas alertarem sobre os perigos do Aquecimento Global e esse especial tem como objetivo esclarecer sobre o assunto. Como o aquecimento global influencia diretamente sobre o clima, contribuindo para ocorrência de catástrofes, como os tsunamis, é importante conhecer sobre o Clima e o Tempo, e também já disponibilizamos um material sobre o assunto.

Quando se fala sobre o meio ambiente, não podemos esquecer dos seres vivos mais frágeis, que ainda estão sujeitos à falta de consciência do homem e precisam ser protegido, e para refletirmos mais sobre o tema elaboramos alguns especiais sobre: Animais em Extinção, Biodiversidade, Ecologia e Florestas do Brasil.

Uma das atitudes mais simples que podemos ter é encaminhar o lixo da melhor forma pensando no meio ambiente, assim, o especial Lixo no Lixo vai ajudar a entender como podemos contribuir neste sentido. Como há coisas que podem ser aproveitadas por mais tempo antes de ir parar no lixo, preparamos também dois especiais interessantes sobre Reciclagem e Brinquedos Reciclados.

Dessa forma é impossível fugir da responsabilidade de cuidar do meio ambiente, não é mesmo???



Curiosidades:

Veja algumas soluções de limpeza caseiras, mas ecologicamente corretas:

Limpa tudo: solução de 4 colheres de sopa de bicarbonato de sódio em um litro de água morna. Adicione uma colher de sopa de vinagre branco, ou suco de limão, para dissolver a gordura;

Desentupir pia: jogue no ralo um punhado de bicarbonato de sódio, algumas colheres de vinagre branco e água fervente;

Limpar vidro: passe uma solução com água e vinagre, e depois use jornal para dar brilho;

Para encerar: misturar uma parte de óleo vegetal, como a linhaça, com outra parte de suco de limão ou vinagre. Aplique com uma flanela;

Para lustrar móveis: fazer uma solução de uma parte de suco de limão e duas partes de óleo vegetal. Dê brilho com uma flanela.

Meio Ambiente


 
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